Primeiro jogo criado 100% com inteligência artificial no catálogo da Steam já está disponível
O Steam acaba de receber um marco na história dos games: o primeiro título criado 100% com inteligência artificial generativa, batizado de Codex Mortis e publicado pela Crunchfest. Os desenvolvedores adotaram uma abordagem radical de “vibe coding”, onde prompts simples guiaram a IA na geração de código, artes, animações, mecânicas e textos, resultando em um roguelike de sobrevivência com toques de bullet hell.
O criador anônimo, que compartilhou detalhes no Reddit, concluiu o projeto em apenas três meses, combinando ferramentas como TypeScript, PIXI.js e bitECS com modelos avançados de IA como Claude Code (Opus 4.1 e 4.5) para o código principal. As artes visuais surgiram do ChatGPT, enquanto animações e elementos narrativos foram inteiramente gerados por prompts descritivos, sem intervenção manual profunda. Para validar o conceito, uma demo gratuita já está disponível no Steam, permitindo que jogadores testem se a IA entrega algo jogável e divertido.
Mecânicas e estilo de jogo
Codex Mortis evoca o sucesso de Vampire Survivors, com hordas de inimigos, sistema de níveis via cartas que desbloqueiam habilidades e combates intensos em arenas lotadas de projéteis. Apesar da origem automatizada, o gameplay flui de forma funcional, priorizando sobrevivência roguelike em sessões curtas e viciantes. No entanto, críticos notam uma falta de criatividade única, comum em conteúdos gerados por IA, o que o torna mais um experimento técnico do que uma obra inovadora em design.
A plataforma Valve liberou políticas para games com IA generativa após debates iniciais, e Codex Mortis surge como pioneiro absoluto nessa categoria “full IA”. Não é o primeiro projeto do tipo a chamar atenção. Doomscroll, um shooter navegador controlado só pelo scroll do mouse, já havia viralizado como precursor, mas marca a estreia oficial no Steam sem data confirmada para versão final. Em 2025, cerca de 20% dos lançamentos na Steam declaram uso de IA, principalmente em visuais e áudio, sinalizando uma revolução acelerada no desenvolvimento indie.
Essa chegada levanta debates sobre o papel da IA: acelera a produção para solos devs, mas questiona originalidade e qualidade artística em larga escala. Enquanto alguns veem ameaça a empregos criativos, outros celebram a democratização de ferramentas, permitindo que “vibes” simples virem jogos completos em semanas. Jogadores curiosos podem baixar a demo agora para formar opiniões próprias sobre o potencial dessa era generativa.
