PCs, celulares e outros aparelhos eletrônicos podem ficar mais caros em 2026

A escassez global de chips de memória, impulsionada pela explosiva demanda por data centers de inteligência artificial, ameaça disparar os preços de smartphones, PCs, tablets e smartwatches a partir de 2026, afetando até gigantes como Apple e Samsung.​

Fabricantes como Samsung e Micron estão redirecionando produção para servidores de IA, reduzindo suprimentos para dispositivos de consumo e elevando custos em até 30% no final de 2025, com mais 20% no início de 2026; isso tornará a produção de smartphones 8-10% mais cara, com preço médio global subindo de US$ 457 para US$ 465.​

Reajustes no Brasil podem ser altos

No Brasil, reajustes podem chegar a 20% em celulares e notebooks, conforme alertas da Samsung, enquanto empresas como Dell, Lenovo e HP preveem aumentos de 15-20%; modelos Android de entrada e intermediários sofrerão mais impacto devido a margens menores.​

Para conter os aumentos, Apple e Samsung cogitam reduzir capacidades de armazenamento e RAM em aparelhos de gama média e baixa, adiando lançamentos de novos modelos para priorizar flagships premium mais lucrativos; a IDC prevê queda de 0,9% nas vendas globais de smartphones em 2026.​

A tendência deve se estabilizar no fim de 2026 com ajustes na cadeia de suprimentos, mas analistas recomendam compras antecipadas para evitar picos iniciais, em um cenário onde a corrida pela IA prioriza data centers sobre eletrônicos pessoais.​