Ministério da Justiça recusa pedido da Sony para mudar classificação indicativa de Demon Slayer: Castelo Infinito

O Ministério da Justiça do Brasil manteve a classificação indicativa de 18 anos para o filme “Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito”, contrariando o pedido da Sony Pictures, que buscava rebaixar a classificação para 14 anos. O despacho oficial, emitido em 5 de setembro, destacou que o filme contém elementos que justificam a restrição: tendências de morte intencional, mutilação, suicídio, tortura e violência gratuita, além de temas sensíveis e cenas de medo intenso.

Demon Slayer: Castelo Infinito estreia nos cinemas brasileiros nesta semana

O longa, que estreia nos cinemas brasileiros em 11 de setembro, é o primeiro de uma trilogia que culmina no encerramento da história iniciada no anime e no mangá de sucesso da autora Koyoharu Gotouge. A trama gira em torno de Tanjiro Kamado, um jovem que busca salvar sua irmã Nezuko, transformada em uma criatura demoníaca após o assassinato de sua família por Onis, enquanto se junta a uma tropa de caçadores de demônios.

No filme, as batalhas são intensas e brutais, incluindo cenas explícitas com sangue, membros decepados e violência extrema, o que contribuiu para a decisão do órgão regulador em manter a proibição para menores de idade. A Sony e a Crunchyroll são parceiras na distribuição no Brasil, onde o mangá já está completo pela editora Panini e o anime está disponível nas plataformas Netflix e Crunchyroll com legendas em português.

Essa classificação reforça a necessidade de os pais avaliarem com cuidado a adequação do conteúdo para crianças, considerando o tom sombrio e violento do filme, que embora animado, trata de temas adultos e possui cenas que podem ser traumáticas para públicos mais jovens.