Boltgun 2 recebe análises positivas; veja notas e novidades
Boltgun 2 chegou em 14 de outubro de 2026 e a crítica recebeu bem o retorno do atirador retrô da Auroch Digital: no OpenCritic, o jogo aparecia com média 84 entre os críticos de maior peso, na faixa que o site chama de Mighty. Houve, porém, uma nota bem mais fria no meio do caminho, e ela ajuda a entender para quem o jogo serve.
O jogo pertence ao chamado boomer shooter, o estilo de tiro frenético e de visual retrô que lembra os clássicos dos anos 1990. A sequência mantém a receita do primeiro Boltgun e tenta corrigir as queixas apontadas pela crítica, como a repetição de chefes e o combate corpo a corpo, segundo o Gaming Trend.
Lançamento, plataformas e preço
| Item | Informação |
|---|---|
| Lançamento | 14 de outubro de 2026 |
| Desenvolvedora | Auroch Digital |
| Publicação | Big Fan Games e Devolver Digital, segundo a página da Steam |
| Plataformas | PC (Steam); PS5 e Xbox Series X|S, segundo o Everything Edinburgh |
| Preço | R$ 83,99 na Steam brasileira; US$ 24,99 / £ 19,99, segundo o Everything Edinburgh |
| Idioma | Português do Brasil listado na Steam, sem dublagem |
A lista de plataformas merece uma ressalva: o Windows Central cita também Nintendo Switch, mas não encontrei essa informação em outra fonte, então não a trato como confirmada. A página do jogo na Steam traz o português do Brasil na lista de idiomas e, sem o asterisco que marca áudio completo, indica que a tradução cobre texto, e não voz.
O que as análises disseram
Segundo o OpenCritic, a média era 84 com 27 análises, e 81% dos críticos recomendavam o jogo. Entre as notas listadas estavam:
- TechRaptor: 9,5/10
- PlayStation Universe: 9/10
- DualShockers: 8,5/10
- IGN: 8/10
- The Games Machine: 8/10
- CGMagazine: 8/10
- GameSpew: 8/10
- COGconnected: 82/100
- Gaming Trend: 90/100 (avaliação própria do veículo)
O Gaming Trend considerou a sequência uma melhora clara sobre o original, elogiando a escala das fases, a interatividade dos cenários e chefes mais variados, mas apontou que o jogo não é consistentemente difícil e que a retirada do sistema de força e resistência do tabletop deixa o jogador com menos informação sobre qual arma funciona contra cada inimigo.
A voz dissonante veio do ComicBook.com, que deu 2,5 de 5. O crítico elogiou o peso das armas e a destruição dos inimigos, mas achou o combate pouco desafiador, as hordas mal projetadas e os dois protagonistas parecidos demais. Em outras palavras, o consenso é positivo, mas quem busca um tiro tático e exigente pode se frustrar.
O que muda em relação ao primeiro jogo
- Dois protagonistas: Malum Caedo, um Ultramarine lento e resistente com motosserra-espada, e Nyra Veyrath, uma Irmã de Batalha mais rápida, com espada de energia.
- Fases com caminhos ramificados, em que muitas vezes é preciso escolher entre duas rotas, e ambientes maiores e semiabertos, com menos retorno ao ponto inicial.
- Cada planeta é temático em torno de uma facção inimiga, e há novas unidades do Caos, incluindo seguidores de Slaanesh.
- Roda de armas, mapa com vários níveis de altura e um novo colecionável, os Selos de Pureza.
- Segundo o Gaming Trend, 33 missões ao todo; o Windows Central estimou de 6 a 10 horas em dificuldade normal.
Entre os pontos fracos citados por críticos estão a falta de upgrades de habilidades entre fases, a ausência de multiplayer e o vocabulário denso do universo de Warhammer 40.000, que pode afastar novatos. O Windows Central também mencionou inimigos que às vezes travam em obstáculos.
O que isso significa para o jogador brasileiro
Com R$ 83,99 na Steam e texto em português do Brasil, Boltgun 2 é uma compra acessível para quem curte o gênero e a ambientação. O preço em reais nas lojas do PlayStation e do Xbox não foi confirmado nas fontes que consultei, então vale checar as lojas antes. Como os requisitos de PC não foram verificados por mim, recomendo ler a ficha técnica na Steam antes de comprar.
Quem nunca jogou nada de Warhammer 40.000 pode ter alguma dificuldade com os termos, mas o jogo funciona bem como porta de entrada: o objetivo é atirar, cortar e avançar. Já quem espera desafio constante deve ler as críticas mais frias com atenção, pois o combate é descrito por mais de um veículo como fácil no nível padrão.
Vale a pena?
A impressão geral da crítica é de uma sequência mais ampla e mais variada que o original, com combate violento e satisfatório, e algumas dúvidas sobre profundidade. Se o primeiro Boltgun agradou, a tendência é que este também agrade. Se o primeiro pareceu repetitivo, as críticas mais negativas sugerem que o problema continua.
